Cada fragmento dos elos das correntes de motosserra, com seus dentes, formato e composição material simulam caracteres tipográficas, e são então montados na parede em forma de texto.
O visitante tem a experiência de se deparar com um texto de parede e ao chegar mais próximo, percebe que se tratam de fragmentos de correntes de motosserra.

A mancha de texto ou o desenho textual que se forma é uma montagem inspirada em documentos oficiais, como decretos, com cabeçalhos, recuos de parágrafo e citações. A partir desta configuração, o desenho se desenrola como uma carta com interrupções e fluxos de texto de forma a criar uma leitura ao longo do painel.

Esta conotação, juntamente ao título do trabalho, faz referência ao discurso das autoridades – que influenciadas por outros setores de interesse como a Frente Parlamentar Agropecuária e moldadas pela publicidade midiática – chegam ao cidadão vazias de sentido, transformadas em outra coisa, assim como os elos das correntes dentadas são subvertidas em palavras.

Este trabalho fala diretamente do discurso que construiu e constrói a história do Brasil, geralmente distanciado dos fatos e de certa forma gregário, mtra geológica em que o homem se transformou em força modificadora geofísica em larga escala da paisagem) e visa através de uma narrativa visual abordar a ressignificação destes elementos em discurso.

Palavras que cortam, derrubam, cerceiam.
Peixe
Esmerilhadeira, Arduino, programação
Dimensões variáveis
2017
Cobra Criada, Cartas ao Povo | fragmento 2
Fragmentos de corrente de motosserra
230 x 75 cm
2018
Céus Fósseis I, II e III
CV
e contato
Fogo na Babilônia - PIVÔ
2015
Próprio-Impróprio
Galeria Leme
Cada fragmento dos elos das correntes de motosserra, com seus dentes, formato e composição material simulam caracteres tipográficas, e são então montados na parede em forma de texto.
O visitante tem a experiência de se deparar com um texto de parede e ao chegar mais próximo, percebe que se tratam de fragmentos de correntes de motosserra.

A mancha de texto ou o desenho textual que se forma é uma montagem inspirada em documentos oficiais, como decretos, com cabeçalhos, recuos de parágrafo e citações. A partir desta configuração, o desenho se desenrola como uma carta com interrupções e fluxos de texto de forma a criar uma leitura ao longo do painel.

Meditações Selváticas
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COBRA CRIADA, CARTAS AO POVO
PEIXE
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Quatro facões tomam forma de TIs (Territórios Indígenas) Yanomami, Parque do Xingu, Paresi e Utiariti e Rikibaktsa. A morfologia dos facões-territórios investiga a ambiguidade destes objetos, presentes como ferramentas e também como armas tanto de indígenas como de madeireiros e fazendeiros que invadem suas terras.

O corte dos facões serve ao mesmo propósito do vermelho das pinturas de demarcação, simbolizando o fio cortante das fronteiras e das reivindicações territoriais que são o tema presente das realidades dos povos indígenas, principalmente os amazônicos.

O título remete à expressão comumente usada para as terras de posse do governo federal, mas decupando esta expressão para a acepção das palavras soltas, há um jogo de dubiedade entre o que elas podem representar com essa visão e a expressão anterior.
4 peças em aço cortado no formato de quatro territórios indígenas, polietileno e esmalte
120 x 165 cm
2016
detalhe
Propriedade da União
Vista da exposição
Queima | óleo e tinta asfáltica sobre tela
Mapa
Terrenais
English version:
we are still workin on it
Terceira demarcação | óleo e esmalte sobre tela
Ultradistância | óleo e spray sobre chapa de metal
Vista da exposição
Deriva Amazônia
Deriva Curva de Rio
Deriva Rotação
link texto entrevista
link texto crítico
Um carro com um aparato de som percorre ruas industriais da zona leste de São Paulo durante a noite. Emite o som de uma boiada sendo tocada, como se ele mesmo fosse este fantasma de uma matriz de energia cultivada longe dali e ali consumida para se tornar a cidade.

Os mugidos e a as caixas sonoras remontam aos intonarumori de Luigi Russolo, como referência à visão do futurismo em oposição ao estado atual de uma cidade símbolo do capitalismo na América Latina.

Este trabalho é para mim a transição das residências com o formato expositivo, porque ele é a videoinstalação com as caixas, o vídeo e o áudio, mas ele também foi a ação, o acontecimento naquelas madrugadas em que o trabalho existiu na zona industrial de São Paulo.

Ele teve uma agência sobre as pessoas que passaram por ele na rua, que estavam dormindo ou os moradores de rua que estavam ali nas nossas passagens com um áudio de boiada. De uma certa forma este é um outro cruzamento de referências.

O trabalho também fez parte da exposição Fogo na Babilônia, realizada no Pivô, em 2015.
Fantasma